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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O metrô de Estocolmo, na Suécia

O metrô de Estocolmo é chamado de Tunnelbana, Metro ou U-Bahn pelos suecos e tem três linhas: azul, verde e vermelha. Foi inaugurado em 1957, e sua estações estão cheias de obras de arte, fazendo o que os suecos chamam da maior galeria de arte em extensão do mundo, com 110 km. Logo no início da construção, um grupo de artistas, liderados por Siri Derkert e Vera Nilsson, conseguiram com que artistas plásticos, escultores e artesãos fossem chamados para trabalhar com os engenheiros e os arquitetos na construção das estações, e o resultado hoje é um rico painel das artes plásticas na Suécia.
Esculturas, mosaicos e pinturas podem ser encontrados em 90 das 100 estações do metrô. Aproximadamente 140 artistas fizeram peças para a exposição permanente, e ainda uma centena tem participado das exposições temporárias.
O metrô é um exemplo de como se deve e se pode cuidar do espaço público e seu exemplo deveria ser seguido por todos os metrôs do mundo. O metrô de São Paulo começou agora a chamar artistas para participar da decoração das estações, esperemos que essa parceria se acentue e que passemos a ter obras de arte nas estações em construção mas também nas existentes.

domingo, 13 de novembro de 2011

A arte e a rua - trailer documentário

O filme, um média-metragem de 44 minutos, mostra como quatro grupos de artistas (de rap, grafite, street dance e rap gospel) enfrentam a perda de espaço entre os jovens e, com isso, a descaracterização de seu trabalho.
Dirigido por Rose Satiko, do departamento de Antropologia da USP, e Carolina Caffé, da ONG Instituto Pólis, o documentário dá sequência ao mapeamento da arte de rua que elas fizeram para o Pólis (disponível em cidadetiradentes.org.br).

sábado, 12 de novembro de 2011

Salões e editais

Pra facilitar divulgação e atualização agora colocaremos em post concursos, salões e editais, se voce souber de mais algum põe o link no comentário, confirmado atualizaremos e a informação circula com sua participação. então ai vai:
Edital Mais Museus - 2011 - Ibram 
 http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=324
Edital de Exposições 2011 Faculdade de Artes Visuais da UFG - Goiânia/GO -
 http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=121
Edital Programa de Fotografia 2012 - 2013 | CC São Paulo -
 http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=323
Edital de ocupação - Espaço Cultural Albano Hartz 2012- Novo Hamburgo (RS) -
http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=322
Edital de Exposições 2011 – Castro (PR) -
 http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=226
Esp. Cult. Zumbi dos Palmares - Programa de Exposições 2009/2010 - Brasília (DF) -
http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=220
Programa de exposições - MAC Jataí (GO) - 2012 -
http://www.mapadasartes.com.br/rendersalao.php?id=40

Polícia da Espanha recupera quadro de Dalí roubado em 2002

'Actuación humana trascendental', de Dalí - Divulgação

A Polícia Nacional espanhola recuperou sete quadros de vários pintores, entre eles um de Salvador Dalí e outro de Joaquín Sorolla, informou nesta sexta-feira o Ministério do Interior. As obras estão avaliadas em 4 milhões de euros.
Os quadros foram roubados de uma residência em 2002, com outras obras de arte e objetos de valor.
Na operação, foram identificados quatro envolvidos, considerados os supostos autores do roubo, a partir do cotejamento de impressões digitais, informou o ministério em um comunicado.
Un retrato de una mujer, de Sorolla, e Actuación humana trascendental, de Dalí, são as duas obras mais importantes entre as recuperadas, ao lado de quadros de Condé Delgrás, Rosen Roses, Gustavo Doré, Nicanor Piñole e um retrato de Hernán Cortés do século XVI.

sábado, 5 de novembro de 2011

Pintor da luz e das trevas da alma

Próximo do fim da vida, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) entrou numa igreja na Sicília e foi espargido com água benta. Caravaggio perguntou que bem faria aquilo, e a resposta foi que ela apagaria os seus pecados venais. "Então é inútil", respondeu, "porque os meus são todos mortais".
Cena de horror. A tela Judith e Holofernes: afinidade com o espetáculo turbulento - Vincent West/ReutersComo muitas informações sobre o artista, este relato também pode ser uma meia verdade, talvez apenas mito. Mas ele dá uma ideia do caráter contestador do pintor e o seu fatalismo resignado e faz alusão à fonte da sua intransigente visão estética. Num quadro de São João Batista (pintado pouco antes de Caravaggio cometer um crime em Roma) o artista retrata não a imagem de um beato, mas a face carrancuda de um homem solitário. Em sua nova biografia do pintor, o jornalista e crítico Andrew Graham-Dixon descreve São João Batista de uma maneira que se ajusta bem ao pintor. "São João está numa atitude soturna e introvertida, perdido nos seus próprios pensamentos dominados pelo desprezo do mundo".
Se Caravaggio de fato menosprezava o mundo, esse sentimento, com frequência, era recíproco. De acordo com um dos seus primeiros biógrafos, Giovanni Pietro Bellori, este outro Michelangelo (nascido sete anos depois que o seu mais famoso homônimo faleceu), "carecia de invenzione, decoro, disegno, ou conhecimento da ciência da pintura". Publicada em 1672, essa avaliação é típica da recepção negativa da obra de Caravaggio até sua reputação ser ressuscitada na metade do século 20.
Caravaggio sempre foi admirado pelo seu realismo sedutor, mas, como escreveu Bellori, "o momento que o modelo era tirado dele, suas mãos e sua mente ficavam vazias". Graham-Dixon escreve que esta ênfase na falta de habilidades de pintura de Caravaggio contribuiu para a reputação do pintor como "uma espécie de câmera humana", que meramente copiava a natureza.
...
A biografia do pintor, que Graham-Dixon levou uma década para concluir, distingue-se das precedentes em alguns aspectos importantes, o que torna a sua nova biografia um grande evento nesse âmbito de estudos de Caravaggio. Ele insere material de arquivos descoberto recentemente para escrever a mais plausível narrativa de fatos mesmo nebulosos, incluindo o homicídio cometido pelo pintor, seu exílio e sua morte. A força do livro repousa não apenas nas suas novas descobertas, mas na sua habilidosa síntese das fontes existentes. Por exemplo, ao reconstruir uma agressão misteriosa contra Caravaggio em Nápoles, um ano antes da sua morte, Graham-Dixon reexamina toda a documentação, os rumores, as teorias de conspiração e estabelece a exatidão de um relato feito anteriormente por um contemporâneo do artista, Giovanni Baglione.

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